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Delegado: Assaltantes de MT estão migrando para o golpe do carro na OLX

Guilherme Bertoli ,delegado da Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, relata que o golpe mais aplicado é o anúncio clone na OLX, em que os bandidos pegam a foto de um carro que realmente está sendo vendido e repostam com valor abaixo.

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Delegacia de Roubos e Furtos acompanha os casos. - Reprodução

Os crimes de estelionato aumentaram bastante nos últimos meses em Mato Grosso. Eles são feitos de diferentes formas, mas quase 100% das vezes são golpes pela internet. De acordo com a Polícia Civil, em 2020 foram mais de 588 notificações pelo Ciosp sobre crimes de estelionato.

Segundo o delegado da Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, Guilherme Bertoli, o crescimento dessa prática de golpes pela internet é “avassalador” e “assustador”. “Muitos bandidos que praticavam crimes mais graves como roubos, e até roubos a bancos, agora migraram para sites de vendas como o OLX”, afirma.

Guilherme Bertoli conta que em muitos dos golpes, a vítima nem tem contato real com o vendedor ou com o bem que vai comprar e que a ação é quase sempre feita pelo próprio site ou pelo WhatsApp.

Um dos golpes mais praticados é o das vendas em sites.

“Os criminosos veem um anúncio em um site, com todas as informações e fotos de um carro, por exemplo. Então eles vão para o OLX, criam o mesmo anúncio, com as mesmas informações do veículo, mas com um valor abaixo. Digamos que o automóvel custe R$ 30 mil e os bandidos colocam por R$ 20 mil e deixam o telefone deles, e não do vendedor real”, explica.

Eskimó Sorvetes

O delegado continua detalhando o golpe. “A vítima vê o preço barato e tenta aproveitar o negócio. Na conversa o criminoso fala que está passando por dificuldades e quer vender rápido e a vítima vai acreditando. O bandido então começa a dizer que tem muitas pessoas querendo comprar o carro e pede R$ 3 mil para ‘segurar’ o carro.”

“Se a vitima depositar esses R$ 3 mil, já caiu no golpe. Às vezes nem precisa pagar o valor todo. O bandido vai e bloqueia a pessoa, que já perdeu o dinheiro”, afirma.

O delegado termina dizendo para as pessoas sempre desconfiarem de produtos abaixo do valor de mercado e sempre pedirem todas as garantias necessárias antes de efetuar o pagamento.

Se cair em algum golpe, a orientação é registrar boletim na Polícia Civil, para preservar os próprios direitos.

Isso pode ser feito virtualmente, pela internet, no site www.pjc.mt.gov.br

Fonte: Repórter MT

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GERAL

Depois da Pfizer, governo agora viola sigilo de contrato de vacinas da Janssen

O governo federal acertou a aquisição de 38 milhões de doses da vacina da Janssen em 19 de março, por R$ 2,139 bilhões. – Reprodução

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O Ministério da Saúde violou acordo de confidencialidade e também divulgou o contrato para compra de vacinas da Janssen contra covid-19. O documento ficou exposto no site da pasta até o começo de abril, apesar da cláusula que prevê o sigilo das informações por 10 anos, sob pena de romper com a compra.

O governo federal acertou a aquisição de 38 milhões de doses da vacina da Janssen em 19 de março, por R$ 2,139 bilhões. Cada dose custou US$ 10 – valor que também deveria estar resguardado.

A pasta ainda divulgou o contrato de compra de 100 milhões de doses da Pfizer, também por US$ 10 por unidade, erro revelado pela rádio CBN. Após a divulgação da notícia, este documento foi retirado do ar.

O documento da Janssen também foi retirado da página do ministério que centraliza os contratos firmados na pandemia, mas poderia ser encontrado dentro do portal da Saúde até o começo de abril. Uma simples pesquisa no Google por “contrato+Janssen+pdf” já levaria ao link.

A imunização com a vacina da Janssen exige apenas a aplicação de uma dose. O produto tem 66,9% de eficácia para casos leves e moderados e 76,7% de eficácia para casos graves, após 14 dias da aplicação. O volume comprado pelo Ministério da Saúde deve chegar ao Brasil apenas no último trimestre de 2021. O acordo com o Ministério da Saúde tem 89 páginas e foi redigido em inglês e português. Há cláusula específica sobre “confidencialidade”. Nesta etapa, o governo “reconhece e concorda” que os dados do contrato “constituem informações confidenciais, financeiras, científicas e/ou técnicas fornecidas ao Governo Comprador em sigilo”. Os dados também são tratados como “informações competitivamente sensíveis e exclusivas da Janssen que, se divulgadas ou de outro modo disponibilizadas ao público, resultariam em prejuízo competitivo significativo e perda indevida para a Janssen e suas Afiliadas.

O ministério já negou a divulgação ao mesmo contrato por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), alegando justamente que há acordo de confidencialidade por dez anos.

Pelo documento, o governo deverá assumir qualquer indenização relacionada à vacina, como de efeitos colaterais não esperados. Trata-se de cláusula também prevista no contrato com a Pfizer, que foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

“Lá no contrato da Pfizer está bem claro: ‘Não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um jacaré, é problema de você'”, afirmou o presidente, em 17 de dezembro do ano passado.

O governo usou essa exigência como argumento para negar a compra dessas vacinas por meses. Como revelou o Estadão, um dispositivo para destravar os contratos com a Janssen e a Pfizer foi inserido em minuta da medida provisória 1026/2021, com respaldo da Saúde, mas acabou excluído da versão final, publicada em janeiro. Assim, o contrato só foi fechado em março, após o Congresso aprovar uma lei para permitir que a União assuma riscos e custos de qualquer efeito da vacina.

O contrato obtido pelo Estadão também cita que a Janssen está desenvolvendo uma “estrutura”, formada por auditores de uma empresa, para determinar o preço global da vacina contra a covid-19. Assim, o valor do contrato poderá ser revisado. Há previsão de que a Janssen reembolse o governo, caso o novo valor seja inferior ao acordado no contrato.

O governo ainda aceitou a condição de que o contrato pode ser rescindido, caso haja uma “violação substancial” das cláusulas que não seja resolvida em até 90 dias. Com a rescisão, o governo poderia devolver as vacinas já recebidas. Outra obrigação seria excluir todas as informações sobre o acordo de computadores do ministério. Procurada, a Janssen não quis se manifestar sobre a violação do sigilo do documento. Já o Ministério da Saúde não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Fonte: Notícias UOL

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