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OPINIÃO / JOSÉ ANTONIO LEMOS

Contando vidas

A tragédia continua e a dor ainda é muita, em especial por estas bandas de Mato Grosso

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José Antonio Lemos dos Santos é arquiteto e urbanista, conselheiro do CAU/MT e professor universitário

A tragédia continua e a dor ainda é muita, em especial por estas bandas de cá, Mato Grosso, com a população apreensiva com o súbito aumento no número de infectados e de óbitos chegados numa onda retardada da pandemia que avança pelo coração do Brasil. Em um primeiro momento dava a impressão de que a praga por aqui pudesse ser menos cruel

Qual o que, os números avançam e os cuidados pessoais e sociais precisam atenção especial. Entretanto, aqui quero tratar de esperança, só de esperança, mesmo que ainda como uma tênue luz a brotar no horizonte dos números gerais nacionais da pandemia, como um possível bálsamo em meio a tanta dor.

Ninguém morre na véspera diz o velho ditado. E nem no dia seguinte, talvez fosse um complemento válido.

Porém, contrariando a sabedoria popular, a burocracia do Ministério da Saúde desde o início da pandemia vinha utilizando uma forma de contabilização dos óbitos no mínimo estranha, sem dúvida equivocada e, pior, aterrorizante. Recorro ao meu artigo de fins de abril passado UM IDIOTA NA PANDEMIA, quando reclamei do assunto.

Ora, sob alegação de dificuldades na análise técnica dos óbitos, muitos destes ficavam para trás e divulgados posteriormente, com atrasos constatados em mais de 50 dias. 

Só que, absurdo, vinham sendo lançados no último dia da contagem, sob o título de “óbitos registrados nas últimas 24 horas”, o que dava a entender ao cidadão, que aquele era o número de mortes ocorrido de fato naquele dia, quando na verdade, a grande maioria destas ocorreram em dias anteriores não especificados.

Além de gerar um clima de pânico na população, falseava as estatísticas, a ponto de se poder prever que passada a última morte real causada pela covid-19 no Brasil, ainda sobrariam óbitos a serem lançados nas estatísticas brasileiras.

Ou seja, a pandemia oficial brasileira só terminaria após seu fim real.   Evidente que cada morte tem seu dia, e deve ser respeitado como um direito natural do homem, como sua data de nascimento.

Sendo mesmo inevitáveis esses diagnósticos atrasados, pois então que fossem lançados na data de cada óbito, numa distribuição menos concentrada e distorcida, além de mais fidedigna à realidade e menos apavorante.

No dia 29 de maio assisti a uma exposição do Ministério da Saúde em que se tratava do assunto mostrando inclusive uma nova forma de apresentação na qual em um gráfico simples de se entender eram mostrados de forma distinta os óbitos ocorridos de fato em suas datas de lançamento e os lançados posteriormente, mas cada um em sua respectiva data de ocorrência. Perfeito.

Aguardo a mudança. De fato, algum tempo depois, ainda que no jeito atabalhoado deste governo se comunicar, quase sempre gerando polêmicas evitáveis, foi anunciada a mudança na forma de apresentação dos dados da pandemia. Aleluia! A meu ver ficou muito mais completo e compreensível.

Quanto ao gráfico com os óbitos em seus respectivos dias, ainda não foi disponibilizado até está segunda-feira quando escrevo o artigo, mas vi em entrevista o ministro falar bem sobre ele, justificando o atraso por estar em fase final de ajustes.  

De qualquer forma, ficou tão melhor a apresentação que seu gráfico “Número de óbitos por semana endêmica”, mostrou com clareza que a semana passada foi a primeira a registrar um número de óbitos inferior à anterior, ou melhor, menor que as duas semanas anteriores, poupadas 306 vidas preciosas. Uma grande notícia não noticiada.

Será apenas um momento de alívio nesta desgraceira toda? ou uma expectativa que já pode ser pensada como tendência? ou a esperança de que em breve passaremos a contar vidas, vidas poupadas, ao invés de mortes?

José Antonio Lemos dos Santos é arquiteto e urbanista.

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GERAL

Adolescente espanca, enforca e esfaqueia própria mãe por causa da namorada em Cuiabá

A vítima foi encaminhada à UPA, onde deu entrada com lesões na mão, escoriações pelo corpo e reclamava de dores na cabeça.

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Uma mulher de 33 anos foi espancada, enforcada e esfaqueada pelo próprio filho, 15 anos, durante a madrugada de domingo (31) em casa no bairro Dr. Fábio Leite, em Cuiabá.

As agressões começaram durante uma discussão, quando a vítima repreendeu o filho por levar a namorada, 14 anos, para morar com ele na casa da família sem autorização.

A mulher foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde deu entrada com lesões na mão, escoriações pelo corpo e reclamava de dores na cabeça.

De acordo com a ocorrência, o adolescente teria ficado descontrolado durante a discussão, quando partiu para cima da mãe com socos e chutes. Após derrubar a vítima, o menor tentou esganá-la.

Em seguida, o agressor se armou com uma faca e partiu novamente para cima da mãe fazendo ameaças de morte.

A mulher usou os braços para se defender e acabou sofrendo cortes na mão.

A Polícia Militar (PM) foi acionada no endereço, mas o rapaz já havia fugido.

Os militares escutaram os relatos da vítima, que disse acreditar que o filho esteja usando drogas, e começaram a buscar pelo paradeiro do menor pela região e, inclusive, na casa da família da namorada, mas o criminoso não foi localizado.

A ocorrência, que foi registrada por infração análogas à crime de lesão corporal e tentativa de homicídio, caminhada à Delegacia da Mulher, responsável por investigar o caso e buscar pelo paradeiro do agressor.

FONTE: reportermt.com.br

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