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Copa América em Cuiabá ajudará a trazer turistas para a próxima temporada, diz sindicato

Para o Sindieventos-MT, a Copa América, assim como a Copa do Mundo, realizada em 2014, funciona como vitrine de oportunidades para o setor em Mato Grosso.

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Sindicato prevê retomada econômica no turismo e eventos apenas em 2022 — Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Por Denise Soares, G1 MT

A realização da Copa América em Cuiabá poderá ajudar a trazer turistas para a próxima temporada, em 2022. Essa é a expectativa do Sindicato das Empresas de Eventos e Afins de Mato Grosso (Sindieventos-MT).

A Arena Pantanal receberá cinco jogos da competição, todos da primeira fase. A primeira delas será Colômbia e Equador, no próximo domingo (13). A última partida será Bolívia e Argentina, dia 28 de junho.

Para a presidente do sindicato, Alcimar Moretti, a Copa América, assim como a Copa do Mundo, realizada em 2014, funciona como vitrine de oportunidades para o setor em Mato Grosso.

“O sindicato apoia a vinda da Copa América a Mato Grosso, principalmente para o maior beneficiado que será o setor de turismo. Não para esta temporada, mas para a próxima. Cada país desse vai assistir os jogos e vai conhecer Cuiabá de alguma maneira. Isso pode nos trazer turistas para a próxima temporada”, pontuou Moretti.

 

A Copa América no Brasil será realizada com a promessa de um extenso protocolo sanitário.

Segundo Marcelo Queiroga, titular do Ministério da Saúde, entre os pontos que precisarão ser respeitados, estão a realização de testagem das delegações a cada 48h, além do isolamento de atletas e comissões técnicas nos hotéis das cidades, sendo liberada a saída apenas para treinos, jogos ou questão de saúde.

“A Copa não oferece nenhum risco para nós. É um evento sem público e todos os protocolos de biossegurança serão utilizados. É um fato gerador de notícias no setor de turismo e é uma mídia que divulga nossa cidade. Vamos colher esses frutos e futuramente a gente poderá receber turistas desses países, como aconteceu na Copa. Muitos países que não conheciam Cuiabá passaram a conhecer”, lembrou a presidente do Sindieventos-MT.

 

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Arena Pantanal foi construída para a Copa de 2014 — Foto: Rodolfo Perdigão/Secom-MT

Arena Pantanal foi construída para a Copa de 2014 — Foto: Rodolfo Perdigão/Secom-MT

A empresária afirma também que, apesar da realização tímida de alguns eventos sociais nos últimos meses em Mato Grosso, o cenário, ao ponto de vista econômico, ainda é parecido com 2020.

“A gente sente uma pequena mudança positiva que vem ocorrendo de maio para junho. Nós temos muita expectativa que em 2022 que a vida volte ao normal. As pessoas estão sendo vacinadas e a vacina é o caminho”, finalizou a presidente.

 

Polo Conveniência

Pedido de suspensão

 

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso – subsede Cuiabá – protocolou uma representação no Ministério Público Estadual pedindo a suspensão da Copa América no estado.

“A realização da Copa América pode representar um risco adicional a gravíssima situação do Brasil, que tem no negacionismo como norte que orienta as ações do governo no enfrentamento da pandemia”, diz o sindicato.

A entidade alega que realizar o evento neste momento pode aumentar o risco de contaminação pelo coronavírus e pode agravar ainda mais a pandemia.

“Para além dos riscos trazidos pela circulação das delegações, os organizadores do evento trabalham para que a final da Copa América seja realizada com a presença do público”, disse.

Ainda de acordo com o sindicato, a prioridade agora deve ser a compra de vacinas e testes de Covid-19 para controlar a pandemia no estado.

Nesta segunda-feira (7), representantes da Conmebol e o secretário de Cultura, Esporte e Lazer do estado de Mato Grosso, Alberto Machado, se reuniram na Arena Pantanal para iniciar os trabalhos oficiais de planejamento da Copa na capital.

Um dos impasses de Cuiabá como sede era não ter local para as equipes realizarem treinos. Segundo o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, o estádio Dutrinha, estaria à disposição para receber as seleções.

O local está interditado há seis anos, passa por reformas e deveria ter ficado pronto no aniversário de 300 anos de Cuiabá, em 2019.

Covid-19 em MT

 

Foram notificadas 2.032 novos casos de Covid-19 e 44 mortes nas últimas 24 horas. Dos 417.960 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 12.253 estão em isolamento domiciliar e 392.731 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 464 internações em UTIs públicas e 378 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 87,38% para UTIs adulto e em 43% para enfermarias adulto.

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CIDADES

PONTES E LACERDA: Tribunal condena JBS por acidente que deixou motorista boiadeiro cego de um olho

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Reprodução/Foto: TRT23

O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT) manteve a condenação da JBS por acidente de trabalho que deixou um motorista boiadeiro cego de um olho. A empresa deverá pagar R$ 40 mil de danos morais e estéticos ao trabalhador, além de arcar com custos médicos e de pensão mensal à vítima.

O acidente ocorreu em 2017, no município de Pontes e Lacerda. O trabalhador teve um dos olhos ferido pelo cano de uma vara de choque utilizada para conduzir bois para dentro da carroceria do caminhão, após um dos animais dar um coice na ferramenta. Como acabou perdendo a visão do olho atingido, não pode mais exercer a atividade profissional de motorista.

A empresa foi condenada em primeira instância e recorreu ao TRT. O caso foi julgado pela 2ª Turma do Tribunal. Entre outros pontos, a JBS sustentou que o acidente se deu por culpa exclusiva do próprio motorista, que agiu com negligência e imprudência na hora de usar o cano de choque. Mas esse argumento acabou não sendo provado.

Além disso, a 2ª Turma do TRT reconheceu que a atividade desempenhada pelo trabalhador era de risco. Nessas situações, a empresa tem o dever de indenizar o ex-empregado mesmo que não tenha culpa pelo acidente.

Conforme destacou a relatora do processo no Tribunal, desembargadora Beatriz Theodoro, além de motorista, o trabalhador atuava também como boiadeiro, fazendo o acondicionamento de carga viva (bovinos) nas gaiolas do caminhão, nos carregamentos e descarregamentos. “Neste contexto, sem dúvidas o empregado estava sujeito a risco superior àquele a que se submete a coletividade de empregados, na medida em que lidava com animais cuja reação é imprevisível”.

Junior Confecções

O dever da JBS de indenizar foi decidido com base no artigo 936 do Código Civil. O texto da lei estabelece que o dono de animal responde pelos danos em incidentes, se não ficar provada a culpa da vítima ou motivo força maior. “É que nestas hipóteses, ainda que o animal esteja sendo manipulado por empregado experiente, cabe ao seu dono (o empregador) responder por sua reação instintiva e inesperada, inerentes a sua condição irracional, que cause prejuízos a outrem”, explicou a relatora.

Além do dever de indenizar o trabalhador pela perda da visão de um dos olhos, a empresa também foi condenada a compensar os danos morais após o motorista entrar em depressão. Isso porque a relação entre a doença e o acidente ficou provada em perícia feita por médico ouvido pela justiça.

Inicialmente, a JBS deveria pagar R$ 100 mil a título de danos morais e R$ 20 mil de danos estéticos. Mas os valores foram reduzidos pelo TRT para R$ 30 mil e R$ 10 mil reais, respectivamente. A modificação seguiu decisões semelhantes proferidas anteriormente pelo Tribunal e também levando em consideração a atitude da empresa, que prestou socorro imediato e amparou financeiramente o trabalhador.

A JBS ainda irá arcar com o pagamento de indenização pelos danos materiais, entre eles, gastos médicos com medicamentos e tratamento para o olho lesionado e pensão mensal, que deverá ser paga ao trabalhador até quando completar 76 anos. Como a incapacidade para a função que o motorista exercia foi total, o valor da pensão será equivalente à remuneração que recebia à época do acidente.

Fonte: Olhar Direto

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