MATO GROSSO

Profissionais da saúde de Cuiabá fogem de ser cobaias de vacina chinesa contra a covid

Dos 800 participantes esperados, somente 160 se cadastraram desde o início de outubro, segundo a UFMT

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A quantidade de voluntários para os testes da CoronaVac em Cuiabá está em somente 20% da meta. A intenção é que 800 pessoas participem dos estudos da vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. Porém, até esta quarta-feira (18) eram somente 160 participantes cadastrados. 

As informações foram divulgadas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) é o centro de estudo parceiro do Butantan na pesquisa da vacina e continua com o recrutamento aberto para voluntários. A Coronavac está na fase 3 dos testes.

Podem participar do ensaio clínico profissionais de saúde que façam atendimento a pessoas infectadas pelo novo coronavírus e que tenham conselho de classe. Cada um receberá duas doses da Coronavac, num intervalo entre duas e três semanas entre elas.

Na capital mato-grossense, que é um dos 16 centros em sete estados que fazem parte do ensaio para testar a eficácia da vacina, a pesquisa é coordenada pelo professor Cor Jesus Fernandes Fontes, da Faculdade de Medicina da UFMT e pesquisador do Núcleo de Pesquisa Clínica do HUJM.

A primeira dose da Coronavac em Cuiabá foi aplicada no dia 6 de outubro. No Brasil, ela já foi aplicada em mais de 10 mil profissionais da saúde, sem que nenhum tivesse evento adverso grave relacionado à vacina. 

A Coronavac usa uma versão inativa do vírus, obtido de cultura de célula, que foi exposto ao calor e substâncias químicas até não ser capaz de se reproduzir e representar riscos ao paciente. O vírus é introduzido no organismo humano, que desenvolve formas de combater a doença sem deixar a pessoa doente.

Conforme Fontes, o uso do vírus inteiro tem a vantagem de induzir uma resposta imunológica mais alta, diferentemente do que ocorre quando é utilizada somente uma partícula viral, estimulando resposta imune apenas contra essa partícula.

Os testes da Coronavac chegaram a ser suspensos no dia 9 de novembro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), depois da morte de um voluntário. Porém, como o fato não teve relação com a vacina, no dia 11 os estudos foram retomados.

Eficácia

Na terça-feira, o Instituto Butantan divulgou que os resultados dos estudos clínicos da Coronavac, publicados pela revista científica Lancet Infectious Diseases, apontam que vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.

As fases 1 e 2 envolveram 744 voluntários na China, com idades entre 18 e 59 anos. As reações adversas foram leves, sendo a mais comum dor no local da aplicação. A taxa de produção de anticorpos ficou acima dos 90%.

O  Butantan disse que os dados já eram de conhecimento tanto do instituto quanto da Anvisa e que foi a partir deles que foi aprovado o uso emergencial em mais de 50 mil pessoas na China e a fase 3 no Brasil.

Para que seja atestada a eficácia, é preciso que 151 pessoas que receberam a vacina sejam contaminadas pelo coronavírus. A partir disso, será feita a comparação com o total dos que receberam a dose e, eventualmente, também tenham diagnóstico positivo de covid-19.

Somente depois dessa fase a vacina deverá receber aval da Anvisa para registro e uso em campanhas de vacinação. 

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CIDADES

Prefeitura de Tangará da Serra (MT) decreta situação de emergência devido à falta de água

Prefeito disse que Tangará está passando por severa seca em todo o seu território, registrada, segundo ele, “como a maior dos últimos anos, caracterizando estado de escassez hídrica”.

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A Prefeitura de Tangará da Serra, a 241 km de Cuiabá, decretou situação de emergência devido à falta de água no município. A publicação foi feita na terça-feira (24) e tem duração de 60 dias.

O prefeito Fábio Junqueira declarou no decreto que o município é “afetado por desastre codificado como seca – Cobrade” e explica que Tangará está passando por severa seca em todo o seu território, registrada, segundo ele, “como a maior dos últimos anos, caracterizando estado de escassez hídrica”.

Com o decreto, fica autorizado o emprego e destinação dos recursos humanos (servidores), financeiros e materiais, veículos e equipamentos do município para auxiliar nas operações de abastecimento humano e dessedentação de animais.

O decreto coloca ainda a Secretaria de Meio Ambiente para atuar em parceria com o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) e a Vigilância Sanitária na priorização de análises de outorgas de direitos de uso de recursos hídricos e autorizações ambientais destinadas ao abastecimento público.

Em agosto deste ano, o prefeito Fábio Junqueira assinou um decreto obrigando a população a economizar água pelo período de 120 dias.

No período de estiagem, segundo a prefeitura, a cidade tem um desabastecimento considerável dos reservatórios e, consequentemente, devido à seca, a população aumenta o consumo.

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