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Preço do pacote de arroz em MT pode chegar a R$ 30,00 nos próximos dias

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O consumidor que for às compras nos próximos dias poderá se assustar com o preço do arroz nos supermercados de Mato Grosso. O pacote de 5 quilos (kg) já está sendo comercializado por R$ 20 a unidade em alguns estabelecimentos e a previsão é que esse valor possa chegar à casa dos R$ 30 até dezembro. Na outra ponta, o encarecimento do produto tem beneficiado os produtores, com aumento da margem de lucro.

A crise sanitária deste ano desequilibrou a cadeia do arroz no país. As mudanças repentinas do cenário econômico e social fizeram com que o mercado não conseguisse suprir o aumento da demanda pelo produto. Com as famílias ficando mais tempo em casa, cresceu o consumo interno de arroz no Brasil e também em outros países. Isso fez com que o preço do pacote de 5 kg saísse dos habituais R$ 13 a R$ 14 para chegar a R$ 20, ou mais.

E há razões para que o arroz possa alcançar o patamar de R$ 30 pelo pacote de 5 kg. A lista é grande: além do maior consumo, há influências da alta do dólar, entressafra do grão, redução da produção nacional e crescimento das exportações.

“O preço do arroz no segundo semestre é mais caro mesmo, por causa da entressafra. Porém, a pandemia de covid-19 mexeu muito com o consumo, que aumentou. Isso no mesmo ano em que houve um enxugamento da safra. Estamos também com o dólar em alta, que provoca dois efeitos: primeiro, é que ele barra a entrada do arroz importado e outro é que ele, como regulador de preço do principal mercado do país, Santa Catarina, perde o efeito dessa função”, explica Rodrigo dos Santos Mendonça, Sindicato da Indústria do Arroz em Mato Grosso (Sindarroz-MT).

A agitação do mercado fez com que a saca de 60 kg de arroz iniciasse esta semana custando R$ 125 na praça de Várzea Grande, e R$ 170 na de Santa Catarina. Apesar do melhor preço pago ao produtor, os aumentos que os agricultores estão enfrentando nos insumos desde abril ainda não foram totalmente repassados ao consumidor.

Enquanto a entrada do arroz importado ficou salgada para as indústrias, a saída do arroz nacional aumentou. O volume de exportações do grão até o mês de agosto ficou acima da média e chegou a 1,5 milhão de tonelada (t), segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Essa quantia é praticamente a mesma que é comercializada ao longo de um ano pelo Brasil, em períodos normais.

“Estamos nos estoques finais e trabalhamos com média para ainda não repassarmos toda essa alta. Hoje, se fôssemos repassar, o pacote de 5 kg poderia chegar a R$ 30”, estima Rodrigo.

Para dar conta de tanta procura, alguns produtores já estão pensando em antecipar a semeadura do arroz. “Tem produtor querendo plantar mais cedo para que até o final de dezembro tenha produto disponível, ao invés de só em janeiro ou fevereiro”, reforça Rodrigo.

A partir do ano que vem, a previsão é que os preços do arroz se estabilizem. “O preço hoje chegou a um recorde, o dobro do que pagávamos, que era uns R$ 60 a saca. Vejo que temos um problema temporário hoje, mas o cenário geral para o ano que vem é positivo. Teremos mais produção interna e não precisaremos trazer arroz de outros estados, como o Rio Grande do Sul”, estima o presidente do Sindarroz.

Expectativa para a safra

Conforme dados da Conab, Mato Grosso terá uma produção de 402 mil toneladas (t) de arroz na safra 2019/20, 3,8% a mais do que os 387 mil (t) a safra passada. Já a produção nacional é estimada em 11,2 milhões (t), representando aumento de 6,6% em relação à safra passada.

“Mais especificamente sobre o incremento esperado de consumo, com o prolongamento da crise do Covid-19 (sic) e o isolamento social de parte da população, identifica-se um aumento na alimentação em domicílio, o que seguramente refletirá em aumento de consumo de arroz”, justifica a Conab em seu último boletim de grãos, de agosto.

FONTE: Estadão MT

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PONTES E LACERDA: Tribunal condena JBS por acidente que deixou motorista boiadeiro cego de um olho

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Reprodução/Foto: TRT23

O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT) manteve a condenação da JBS por acidente de trabalho que deixou um motorista boiadeiro cego de um olho. A empresa deverá pagar R$ 40 mil de danos morais e estéticos ao trabalhador, além de arcar com custos médicos e de pensão mensal à vítima.

O acidente ocorreu em 2017, no município de Pontes e Lacerda. O trabalhador teve um dos olhos ferido pelo cano de uma vara de choque utilizada para conduzir bois para dentro da carroceria do caminhão, após um dos animais dar um coice na ferramenta. Como acabou perdendo a visão do olho atingido, não pode mais exercer a atividade profissional de motorista.

A empresa foi condenada em primeira instância e recorreu ao TRT. O caso foi julgado pela 2ª Turma do Tribunal. Entre outros pontos, a JBS sustentou que o acidente se deu por culpa exclusiva do próprio motorista, que agiu com negligência e imprudência na hora de usar o cano de choque. Mas esse argumento acabou não sendo provado.

Além disso, a 2ª Turma do TRT reconheceu que a atividade desempenhada pelo trabalhador era de risco. Nessas situações, a empresa tem o dever de indenizar o ex-empregado mesmo que não tenha culpa pelo acidente.

Conforme destacou a relatora do processo no Tribunal, desembargadora Beatriz Theodoro, além de motorista, o trabalhador atuava também como boiadeiro, fazendo o acondicionamento de carga viva (bovinos) nas gaiolas do caminhão, nos carregamentos e descarregamentos. “Neste contexto, sem dúvidas o empregado estava sujeito a risco superior àquele a que se submete a coletividade de empregados, na medida em que lidava com animais cuja reação é imprevisível”.

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O dever da JBS de indenizar foi decidido com base no artigo 936 do Código Civil. O texto da lei estabelece que o dono de animal responde pelos danos em incidentes, se não ficar provada a culpa da vítima ou motivo força maior. “É que nestas hipóteses, ainda que o animal esteja sendo manipulado por empregado experiente, cabe ao seu dono (o empregador) responder por sua reação instintiva e inesperada, inerentes a sua condição irracional, que cause prejuízos a outrem”, explicou a relatora.

Além do dever de indenizar o trabalhador pela perda da visão de um dos olhos, a empresa também foi condenada a compensar os danos morais após o motorista entrar em depressão. Isso porque a relação entre a doença e o acidente ficou provada em perícia feita por médico ouvido pela justiça.

Inicialmente, a JBS deveria pagar R$ 100 mil a título de danos morais e R$ 20 mil de danos estéticos. Mas os valores foram reduzidos pelo TRT para R$ 30 mil e R$ 10 mil reais, respectivamente. A modificação seguiu decisões semelhantes proferidas anteriormente pelo Tribunal e também levando em consideração a atitude da empresa, que prestou socorro imediato e amparou financeiramente o trabalhador.

A JBS ainda irá arcar com o pagamento de indenização pelos danos materiais, entre eles, gastos médicos com medicamentos e tratamento para o olho lesionado e pensão mensal, que deverá ser paga ao trabalhador até quando completar 76 anos. Como a incapacidade para a função que o motorista exercia foi total, o valor da pensão será equivalente à remuneração que recebia à época do acidente.

Fonte: Olhar Direto

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