• Laboratório Santé

PONTES E LACERDA

Operação Hades cumpre 24 ordens judiciais em investigação sobre crime organizado em Pontes e Lacerda

Durante as buscas, os policiais civis apreenderam diversas armas, munições, veículo, dinheiro e entorpecentes.

Publicados

em

A Polícia Civil de Pontes e Lacerda (448 km a oeste de Cuiabá), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 14 de outubro, a Operação Hades, para cumprimento a 24 mandados judiciais de prisões e de buscas e apreensões em ação de combate ao crime organizado no município.

De acordo com o delegado de Pontes e Lacerda, Alexandre Nazareth, até o momento quatro pessoas foram presas em flagrante por tráfico, associação para o tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo, além dos cumprimentos de 19 ordens judiciais entre buscas e apreensões e prisões.

Durante as buscas, os policiais civis apreenderam diversas armas, munições, veículo, dinheiro e entorpecentes.

Uma das armas aprendidas, uma pistola 9 mm, foi possivelmente utilizada em um duplo homicídio praticado no município. Outros materiais apreendidos na operação são: aproximadamente 1 quilo de entorpecentes entre pasta base e maconha, 80 munições de diversos calibres (380, 9mm e 38), um automóvel VW/Gol, uma espingarda calibre 22, aparelhos celulares, R$ 1.425,00 em dinheiro e duas balanças de precisão.

As investigações da Polícia Civil que culminaram com a deflagração da Operação Hades apuram diversos crimes ocorridos no município, com envolvimento de facções criminosas, como três homicídios e várias tentativas de homicídios.

O delegado Alexandre Nazareth destaca o empenho de todos os profissionais da instituição para chegar ao esclarecimento dos crimes e à responsabilização dos envolvidos.

O nome da operação faz menção a Hades, que na mitologia grega é conhecido por ser o deus do submundo, que governa o mais sombrio território do mundo.

Assessoria/Polícia Civil-MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Deputados aprovam projeto para "acabar" com uso de narguilé em MT
Propaganda

CIDADES

PONTES E LACERDA: Tribunal condena JBS por acidente que deixou motorista boiadeiro cego de um olho

Publicados

em

Reprodução/Foto: TRT23

O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT) manteve a condenação da JBS por acidente de trabalho que deixou um motorista boiadeiro cego de um olho. A empresa deverá pagar R$ 40 mil de danos morais e estéticos ao trabalhador, além de arcar com custos médicos e de pensão mensal à vítima.

O acidente ocorreu em 2017, no município de Pontes e Lacerda. O trabalhador teve um dos olhos ferido pelo cano de uma vara de choque utilizada para conduzir bois para dentro da carroceria do caminhão, após um dos animais dar um coice na ferramenta. Como acabou perdendo a visão do olho atingido, não pode mais exercer a atividade profissional de motorista.

A empresa foi condenada em primeira instância e recorreu ao TRT. O caso foi julgado pela 2ª Turma do Tribunal. Entre outros pontos, a JBS sustentou que o acidente se deu por culpa exclusiva do próprio motorista, que agiu com negligência e imprudência na hora de usar o cano de choque. Mas esse argumento acabou não sendo provado.

Além disso, a 2ª Turma do TRT reconheceu que a atividade desempenhada pelo trabalhador era de risco. Nessas situações, a empresa tem o dever de indenizar o ex-empregado mesmo que não tenha culpa pelo acidente.

Conforme destacou a relatora do processo no Tribunal, desembargadora Beatriz Theodoro, além de motorista, o trabalhador atuava também como boiadeiro, fazendo o acondicionamento de carga viva (bovinos) nas gaiolas do caminhão, nos carregamentos e descarregamentos. “Neste contexto, sem dúvidas o empregado estava sujeito a risco superior àquele a que se submete a coletividade de empregados, na medida em que lidava com animais cuja reação é imprevisível”.

Junior Confecções

O dever da JBS de indenizar foi decidido com base no artigo 936 do Código Civil. O texto da lei estabelece que o dono de animal responde pelos danos em incidentes, se não ficar provada a culpa da vítima ou motivo força maior. “É que nestas hipóteses, ainda que o animal esteja sendo manipulado por empregado experiente, cabe ao seu dono (o empregador) responder por sua reação instintiva e inesperada, inerentes a sua condição irracional, que cause prejuízos a outrem”, explicou a relatora.

Além do dever de indenizar o trabalhador pela perda da visão de um dos olhos, a empresa também foi condenada a compensar os danos morais após o motorista entrar em depressão. Isso porque a relação entre a doença e o acidente ficou provada em perícia feita por médico ouvido pela justiça.

Inicialmente, a JBS deveria pagar R$ 100 mil a título de danos morais e R$ 20 mil de danos estéticos. Mas os valores foram reduzidos pelo TRT para R$ 30 mil e R$ 10 mil reais, respectivamente. A modificação seguiu decisões semelhantes proferidas anteriormente pelo Tribunal e também levando em consideração a atitude da empresa, que prestou socorro imediato e amparou financeiramente o trabalhador.

A JBS ainda irá arcar com o pagamento de indenização pelos danos materiais, entre eles, gastos médicos com medicamentos e tratamento para o olho lesionado e pensão mensal, que deverá ser paga ao trabalhador até quando completar 76 anos. Como a incapacidade para a função que o motorista exercia foi total, o valor da pensão será equivalente à remuneração que recebia à época do acidente.

Fonte: Olhar Direto

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  PRF prende motorista após evadir-se de bloqueio viário em Pontes e Lacerda
Continue lendo

CIDADES

MATO GROSSO

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA