MATO GROSSO

Contaminação por coronavírus em frigorífico de MT é 12 vezes mais intensa que em cidade onde está instalado

Primeiro caso de contaminado no município foi em um funcionário da empresa, em maio deste ano. Agora, a cidade registra quase 500 casos confirmados.

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A contaminação pelo novo coronavírus em funcionários de um frigorífico de Colíder, no norte do estado, é 12 vezes mais intensa do que a taxa de contaminação no município. Enquanto na cidade a média é de 33.438 habitantes e 498 casos da Covid-19 (1,49%), na JBS são 602 funcionários e 84 casos confirmados (13,95%).

Em nota, a JBS informou que criou um protocolo de prevenção à Covid-19 em todas as unidades, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.

“Entre as ações adotadas, caso um colaborador tenha resultado de teste positivo ele é imediatamente afastado até seu pronto restabelecimento. A empresa também realiza busca ativa e afasta preventivamente todos os contactantes suspeitos, além do monitoramento permanente de todos os colaboradores e sistemática desinfecção”, diz.

Sobre o processo em andamento, a empresa disse que não vai se posicionar.

O primeiro caso de contaminado na cidade foi em um funcionário da empresa, em maio deste ano, conforme dados do Ministério Público do Trabalho (MPT-MT).

Até a propositura da ação, realizada na última quarta-feira (22), eram 84 casos confirmados na JBS. Fazendo um paralelo com o boletim de casos na cidade, na época com 498 contaminados, 16,87% de todos os casos do município eram de trabalhadores do frigorífico.

Na semana passada, o MPT entrou com uma ação com pedido liminar de testagem em massa na JBS e o afastamento de todos os trabalhadores.

“Bem como outros pedidos que visam garantir um mínimo de padrão protetivo a esses trabalhadores, tal qual vários frigoríficos no Brasil têm adotado. Como adoção de distanciamento entre trabalhadores na linha de produção, adoção de equipamentos de proteção, realização de vigilância ativa e passiva eficazes”, explicou a procuradora Ludmila Pereira Araujo.

Empresa diz que adotou medidas de prevenção ao novo coronavírus — Foto: REUTERS/Diego Vara

Segundo os procuradores, “a forma de transmissão do vírus, somado ao efeito ‘exponencial’ de contaminação, e, por fim, à ausência de testagem, tem o efeito de uma ‘bomba relógio’ em ambientes de trabalho”.

Além disso, a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Colíder já chegou a 100% de ocupação.

A juíza responsável pelo caso marcou uma audiência na última sexta-feira (24), mas não houve acordo.

A magistrada, então, deu prazo até essa segunda-feira (27), para a JBS juntar documentos. Já nesta terça-feira (28), a juíza deu um despacho concluindo a ação para julgamento da liminar.

O MPT agora aguarda a decisão da Justiça.

Irregularidades

As irregularidades apontadas pelo MPT foram verificadas em documentos solicitados à empresa e em relatórios e registros fotográficos encaminhados pela Vigilância Sanitária de Colíder. A Vigilância inspecionou a unidade em três oportunidades, nos meses de junho e julho, para fiscalizar o cumprimento de uma recomendação expedida pelo MPT em abril, ainda no início da pandemia.

No último relatório produzido pela Vigilância Sanitária, é mencionada a situação de uma gestante, contaminada pelo esposo, funcionário da JBS, que teve que realizar um parto prematuro em decorrência dos agravos da doença.

O recém-nascido foi transferido para o Hospital Santa Casa, em Cuiabá. Já a mãe, que passou por um período de instabilidade, sem poder ser transportada por UTI aérea sob pena de comprometer a sua saúde, foi transferida para um hospital particular de Goiânia, mas morreu antes mesmo de conhecer a filha.

De acordo com a procuradora Ludmila, se iniciativas não forem tomadas pela empresa, mais trabalhadores serão contaminados e, consequentemente, seus familiares.

O MPT aponta, ainda, um quadro de vigilância ativa praticamente inexistente no frigorífico e falhas graves na vigilância passiva e no monitoramento por parte do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) da população de trabalhadores e de casos suspeitos.

Fonte: G1 MT

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Ação integrada prende nove pessoas envolvidas em roubo de mineradora em Nova Lacerda

A ação resultou na apreensão de armas de fogo, material para refino de ouro R$ 6,9 mil em dinheiro, além de outros objetos de origem ilícita.

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Assessoria/Polícia Civil-MT

Nove pessoas envolvidas no roubo de uma mineradora, ocorrido na noite de sábado (28.11), no município de Nova Lacerda (644 km a oeste de Cuiabá) foram presas em flagrante em ação rápida das forças de segurança da região de fronteira, realizada menos de 24 horas do crime. Na ação foram apreendidos veículos, armas de fogo e dinheiro.

Os suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de latrocínio tentado e associação criminosa.

Participaram dos trabalhos, as equipes da Policia Civil da Delegacia de Pontes e Lacerda, Comodoro, Vila Bela da Santíssima Trindade, Gerência de Operações Especiais (GOE), Polícia Militar, Grupo Especial de Fronteira (Gefron), com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

O crime ocorreu por volta das 22 horas, quando aproximadamente 15 homens chegaram à mineradora, a pé pela mata  e renderam os seguranças. Durante a ação, os criminosos agiram com estrema violência, efetuaram disparos de arma de arma de fogo e subtraíram uma caminhonete Toyota Hilux além de objetos das pessoas que trabalham no local.

Assim que foi acionada do roubo, a equipe da plantonista da Polícia Civil sob o comando do delegado João Paulo Berté acionou as demais Forças de Segurança que iniciaram as diligências e com bases em informações colhidas conseguiram identificar e prender alguns dos envolvidos nos crime.

Com os suspeitos foram localizados três veículos,  um Fiat Uno, um Fiat Palio e um Hiunday Santa Fé, além da caminhonete Toyota Hilux roubada da mineradora. Os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Pontes e Lacerda e confessaram a participação no crime, autorizando posteriormente buscas em suas residências.

Em continuidade as diligências foram realizadas as buscas nas casas, onde foram apreendidas armas de fogo, material para refino de ouro e R$ 6,9 mil em dinheiro, além de outros objetos de origem ilícita.

Segundo o delegado, João Paulo Berté, mesmo tentando ocultar suas identidades utilizando apetrechos como bala clavas no momento do crime, os suspeitos foram reconhecidos pelas vítimas por outros aspectos fiscos diversos dos rostos.

Ainda de acordo com o delegado, há cerca de 60 dias ocorreu um furto na mineradora, fato que teria sido praticado pelo mesmo grupo criminoso, demonstrando que os suspeitos tinham conhecimento do local.

“Em ação rápida e integrada das forças de segurança, foi possível identificar e prender parte do grupo envolvido no crime, que confessou que estava planejando o roubo há aproximadamente um mês. As investigações estão em andamento para prender os outros envolvidos no crime”, disse o delegado.

O secretario de Segurança Pública, Alexandre Bustamente, destacou que a ação integrada demonstrou mais uma vez que o crime organizado está perdendo espaço em Mato Grosso. “É mais uma mostra da eficiência da área de segurança no combate a crimes de grande monta procurando dar a resposta cada vez mais rápida, resultando na recuperação do patrimônio roubado e desarticulação do grupo envolvido na ação criminosa”, destacou.

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