MATO GROSSO

Com dificuldade para encontrar cerveja, distribuidoras temem desabastecimento em festas de fim de ano em Mato Grosso

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Um dos produtos mais consumidos pelos mato-grossenses, principalmente nesta época, pode ficar em falta durante as festas de fim de ano. Donos de distribuidora e outros comerciantes relataram dificuldades para conseguir encontrar cervejas para vender e temem que nas festas de Natal e Ano Novo não consigam suprir a demanda.

“Estamos tendo dificuldade de achar nos supermercados, atacadistas e distribuidores. Você faz um pedido grande, as vezes só chega a metade, ou cancelam. A maioria diz que é por falta de matéria prima, devido a Covid-19. Provavelmente, vai faltar bebida para o fim do ano, isso já é fato”, disse a empresária Elizabete Plácido, uma das proprietárias da distribuidora Anjos da Bebidas, localizada em Cuiabá.
 
Segundo Elizabete, o problema já começou a atrapalhar as vendas desde agora. “No dia a dia, já estamos tendo dificuldades. Long neck não estamos achando quase nada. Latinha ainda conseguimos encontrar algumas. Todas as bebidas tiveram reajuste e estão com o preço lá em cima. Os supermercados subiram bastante, é a lei da procura e oferta. Cada dia que você vai é um preço diferente”.
 
“Acredito que seja realmente a falta de matéria prima. Estamos em uma situação bem complicada e não é algo que parece que vai melhorar para o fim do ano. Está bem complicado de trabalhar. A Heineken, por exemplo, virou moeda de ouro, de troca. Não estamos encontrando”, finalizou Elizabete.

A comerciante Lilian Guimarães de Favare, que está a frente da PR Distribuidora, em Cáceres (MT), explica que no interior o problema é o mesmo. “Estamos com problema de desabastecimento há pelo menos um mês e meio. Falta Skol palito, Skol abre fácil, Heineken”.

“Quando vem, é contado. Quando muito, dez a 15 caixas para comércio pequeno. Isso sem contar os preços, que subiram bastante. Tinha caixinha que era vendida a R$ 30 e agora, em alguns pontos, chega a até R$ 45. Realmente está bastante complicado”, finalizou Lilian.
 
Outros distribuidores de Cuiabá e do interior também relatam o mesmo problema. Os pedidos estão cada vez mais escassos. Em alguns casos, chega-se a oferecer apenas dez caixas de cerveja para os comerciantes, que possuem uma demanda muito maior. O temor de todos é o mesmo: várias marcas poderão estar em falta nas festas de Natal e Ano Novo.
 
Problema recorrente
 
Em outubro, Olhar Direto mostrou que supermercados de Cuiabá estavam relatando a falta de cervejas. Entre os produtos estavam a long neck da Heineken e latas de diversas marcas, tendo em vista que o alumínio estava em falta.
 
Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), 18% da população brasileira relatou aumento do uso de bebidas alcoólicas durante o isolamento.
 
Ainda de acordo com a pesquisa, o aumento no consumo de bebidas pode estar associado a pandemia do coronavírus e a frequência de se sentir triste ou deprimido. Sem encontrar amigos e familiares por seis meses, Amanda (*nome fictício) e o marido tinham a bebida alcoólica como uma das poucas formas de diversão no período de isolamento social.
 
“A gente sempre tentava criar uma coisa legal, como ver um filme tomando um vinho, ou ouvir uma música. A [bebida] substituiu nossas atividades que tínhamos fora de casa, quando era possível sair com os amigos ou visitar alguém. Quando acabou o home office e o trabalho em meio período isso foi naturalmente diminuindo”, diz.

Produtos em falta

A falta de cerveja nas prateleiras dos supermercados atingiu nível recorde em outubro. É o que mostra um estudo realizado pela Neogrid.

De acordo com o levantamento feito pela empresa durante o monitoramento de dados de 40 mil varejistas no país, a ruptura (índice que demonstra a falta de produtos nos supermercados brasileiros) da bebida alcoólica chegou a 18,92% no mês passado. Para base de comparação, a média em 2019 era de 10%.

“Todas as cervejarias apresentam falta de produtos no varejo, e o nível de ruptura da cerveja nunca foi tão alto como hoje”, comenta Robson Munhoz, CCO da Neogrid, ao Money Times.

Segundo o executivo, o problema está na cadeia produtiva, que enfrenta problemas no fornecimento de vidro e lata para a confecção das embalagens.

No Brasil, o mercado já vinha se preparando para a alta da demanda. A Ambev começou a operar sua primeira fábrica de latas no Brasil em setembro, mediante um investimento de 700 milhões de reais. A intenção é fabricar 1,5 bilhão de latas de alumínio por ano. A Ambev também decidiu construir novas fábricas em três cidades brasileiras, com a intenção de fornecer menos 6 bilhões de latas até o final de 2021.
 
O que dizem as empresas
 
O Grupo Petrópolis, que tem em seu catálogo cervejas como a Cyrstal, Petra e Itaipava, disse ao Olhar Direto que não teve relato de problemas, já que as empresas de latas e garrafas cumpriram com o que estava em contrato.
 
O Grupo Heineken explicou que a empresa está se posicionando sobre o assunto por meio do Sindicato Nacional da Cerveja (Sindicerv), que não encaminhou posicionamento até a publicação desta matéria.
 
Já a Ambev, responsável por marcas como Brahma, Skol e Bohemia, disse à reportagem que a pandemia freou a produção de alguns produtos, sendo que o consumo continuou e em alguns lugares até aumentou. Porém, os problemas que estão aparecendo são pontuais e devem ser sanados no decorrer dos dias.

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Servidor e amigo têm números incluídos em anúncio de atores pornô

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Servidor público e um amigo, ambos de 41 anos, registraram boletim de ocorrência para denunciar que seus números de telefones foram incluídos em um anúncio de seleção de atores de filmes pornográficos. O caso foi registrado em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), na última quarta-feira (13).

O anúncio circulou nas redes sociais durante essa semana. A imagem informava sobre uma seletiva para atores pornôs no município, seguido de vários pré-requisitos. Por exemplo, quem se interessasse pela vaga não poderia ter vergonha, ter disponibilidade para viagens internacionais, pênis acima de 13 centímetros e não ter nojo de vagina.

A inscrição seria no valor de R$ 15 e o cachê de R$ 1,6 mil por filme. Para contato, foi acrescentado o número das vítimas.

No boletim de ocorrência, os dois relataram que passaram a receber muitas mensagens, prejudicando o trabalho e a vida particular deles. 

Eles possuíam os números há 3 anos e usavam para assuntos comerciais. Os amigos desconhecem o autor do anúncio.

O caso foi registrado como preservação de direito. A Polícia Civil investiga o caso.

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